AIC é finalista do Prêmio FINEP/ Regional Sudeste 2008

Setembro 25th, 2008

 A AIC é um dos finalistas regionais do Prêmio FINEP de Inovação, na categoria Tecnologia Social. A relação das entidades classificadas pode ser conferida no site oficial do prêmio (www.finep.gov.br/premio). Os demais vencedores da categoria são a Fundação Valeparaibana de Ensino, de São Paulo, e o Instituto Kairos, também de Minas Gerais. O primeiro colocado entre os três irá receber apoio financeiro para sua iniciativa inovadora e concorrerá à premiação nacional. O Prêmio, que está em sua 11ª edição, tem como objetivo identificar e reconhecer métodos de atuação inovadores desenvolvidos nos mais diversos campos. Podem participar empresas, universidades, órgãos governamentais e ONGs. A proposta é que as iniciativas possam ser reconhecidas e premiadas, com recursos para sua manutenção e/ou ampliação. O Prêmio FINEP de Inovação 2008 foi dividido em quatro categorias: Micro/Pequena Empresa, Média Empresa, Instituição de Ciência e Tecnologia e Tecnologia Social. Segundo Alexandre Cabral, Coordenador Regional do Prêmio. A Associação Imagem Comunitária é finalista com sua metodologia de promoção do acesso às tecnologias de informação e comunicação (TICs) como ferramentas de empoderamento dos grupos populares. Além de apresentar informações que comprovam o impacto social e a replicabilidade da metodologia utilizada pela ONG, reforçamos o caráter decisivo que os processos e meios de comunicação desempenham na tessitura de conexões entre os sujeitos sociais e no estabelecimento de redes de sociabilidade, apropriação e produção sócio-cultural.A FINEP é uma empresa pública, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), que tem como principal atribuição financiar a pesquisa tecnológica e científica de empresas, universidades, institutos tecnológicos, centros de pesquisa e outras instituições públicas ou privadas, mobilizando recursos financeiros e integrando instrumentos para o desenvolvimento econômico e social do País. O órgão atua em diversas frentes, como realização de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação de produtos e processos; promoção da inclusão social e da redução das disparidades regionais, e valorização da capacidade científica e tecnológica nacional. A cerimônia de premiação, na qual será anunciada a iniciativa classificada em 1º lugar da região Sudeste, acontece no dia 02 de outubro (quinta-feira), às 18 horas, no Expominas: Avenida Amazonas, 6030, Gameleira, Belo Horizonte.

Mais informações: www.finep.gov.br

Publicado por Flávia Péret

Artistas do Projeto Vozes do Morro se apresentam na Festa da Música

Setembro 2nd, 2008


 

Dos grupos e cantores convidados e selecionados pelo Projeto Vozes do Morro, quatro – Ivo do Pandeiro, Cirandeiros, Tom Nascimento e “Seu” Domingos – se apresentam na Festa da Música nesta terça, dia 2 e amanhã, dia 3 de setembro, na Praça da Savassi.

 

O Vozes do Morro é uma iniciativa inédita do Governo de Minas Gerais e do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas), e tem o apoio do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão (Sert-MG) e Sebrae-MG.

 

Lançado em março deste ano, pretende revelar, divulgar e valorizar a criatividade e o trabalho de artistas de vilas, favelas e aglomerados de Belo Horizonte e municípios de Ibirité, Ribeirão das Neves e Santa Luzia.

 

A proposta é dar voz a grupos musicais e artistas solo dos diversos gêneros, ao privilegiar o ineditismo e estimular a diversidade de linguagens musicais que, além da divulgação de sua criação em emissoras de rádio e televisão, têm curso de cursos de formação gerencial. Oferecido pelo Sebrae-MG o curso tem com foco na gestão empresarial de suas carreiras.

 

Entre 499 inscritos, foram selecionados os grupos Blast Girls, Cirandeiros, Instinto Coletivo, Kayashama, Maria Pretinha e Verdade Seja Dita, além dos músicos Ivo dos Santos Custódio, Rafael Dias, Sebastião Martins e Tom Nascimento.

 

Até dezembro os artistas selecionados têm sua criação veiculada gratuitamente em todo o Estado por meio de videoclipes e spots nas emissoras de TV e rádios que apóiam o projeto.

 

Em dezembro, cada finalista receberá 100 cópias de um CD e 100 cópias de um DVD com gravação das canções e clipes divulgados pelo Projeto. As gravações do Vozes do Morro 2008 incluirão, além das faixas dos 10 finalistas, outras dos artistas convidados que gravaram para a campanha de lançamento do Projeto: o grupo de rap Mente Fria, do Morro do Papagaio e o cantor de black music Mestre Tito, do Vale do Jatobá; a banda Anjos de Metal, do Aglomerado da Serra; o sambista “Seu” Domingos, do Morro das Pedras; e a cantora gospel Pastora Cleide, do Morro da Ventosa.

 

Festa da Música – Praça da Savassi

 

Dia 2 set. – 18 h – Ivo do Pandeiro – Ivo dos Santos Custódio – Há 20 anos dedica-se ao samba na comunidade onde vive. Teve influência de familiares e da saudosa Velha Guarda do Morro, campeã do Carnaval de Belo Horizonte.

Estilo musical - Samba

Bairro - Vila Estrela – Santo Antônio - Belo Horizonte

 

Dia 2 set.–  18h40 – Cirandeiros – Criado em 2007, o grupo tem como proposta mesclar sambas clássicos, atuais e composições próprias. A formação original se desfez no mesmo ano e ainda conta com três integrantes do grupo original.

Estilo musical - Samba

Bairro - Duquesa - Santa Luzia

 

Dia 3 set. – 18 h – Tom Nascimento – Cantor, compositor, intérprete, transita pelo universo da música brasileira com influências de soul, reggae e funk anos 70.

Estilo musical - MPB / Black Music

Bairro - Conjunto Cristina C - Santa Luzia

 

Dia 3 set. – 18h40 – “Seu” Domingos do Cavaco – Sambista, tem a carreira inspirada em Cartola.      

 

 

 

Mais informações:

Assessoria de Imprensa do Servas - (31) 3349-2414

Ângela Labanca - (31) 8858-5737

Isadora Troncoso - (31) 8465-5884

 


Agosto 26th, 2008

Leandro é membro do grupo de teatro Máscaras, ligado ao Teatro Experimental de Guaranésia (TEG), identificou na comunidade do bairro Bom Jesus e seu entorno, uma enorme ausência de incentivos as atividades culturais. Por entender que a cultura é fundamental para a formação do cidadão, Leandro, inciou em abril de 2007 a campanha “Doe um Livro”.

A campanha mobilizou toda a cidade e conseguiu arrecadar aproximadamente 6.000 livros. Agora estes livros estão na garagem da casa do Leandro e sem qualquer estrutura que garanta a preservação deste material.

O objetivo de Leandro e do TEG é montar um espaço cultural no bairro Bom Jesus e disponibilizar às crianças o acesso gratuito a esses livros. O espaço será chamado de “Ilha da Cultura” e pretende ainda criar ações que incentivem a leitura.

O Espaço Cultural “Ilha da Cultura” na comunidade Bairro Bom Jesus, envolverá os bairros Bom Jesus Jardim Renovações, Vila Lopes, Vila Cruzeiro, no município de Guaranésia, MG ao oferecer um espaço à esta comunidade para uma Biblioteca Comunitária (Centro de Inclusão Social) e um espaço de valorização, promoção e incentivo a cultura.

O cerne principal deste projeto é a promoção da leitura e a formação de leitores, bem como a formação de agentes culturais para realizar oficinas culturais, possibilitando a inserção social, de forma a transformar os hábitos e incentivar a cultura e principalmente incentivar a leitura.

Para a formação e manutenção deste espaço, inicialmente, o TEG contará apenas com os recursos do Fundo Estadual de Cultura de MG 2008, pois não consegui respaldo dos orgão públicos neste município. Para os próximos anos, a equipe do TEG buscará mais fontes e viabilizará outras atividades lúdicas e de oficinas culturais, buscará uma melhor qualidade de vida, estabelecendo uma relação com o mundo, transformando a vida e propiciando a cidadania e a inclusão social através da cultura.

É necessária para este ano: a locação de uma casa no bairro Bom Jesus; infra estrutura de bibiblioteca: prateleira, mesas, cadeiras, almofadões, computador, telefone, acesso a internet e uma pessoa para trabalhar e administrar o espaço.

Para justificar a apresentação deste projeto, será relatada agora a história do Leandro, narrado por ele mesmo: “Logo após o crescimento comercial do Bairro Bom Jesus e suas adjacências, percebei uma grande necessidade de investimentos por parte pública no setor de Cultura, acesso á informação e formação de leitores. Estes Bairros são formados por uma população de baixa renda (crianças, adolescentes adultos e idosos), uma creche municipal e uma Escola Municipal.

Analisando fatores socioeconômicos dessa comunidade, como: diversos pedintes (crianças e adolescentes) perambulando pelas ruas desses bairros, furtos executados por parte de crianças e jovens, uso de entorpecentes, falta de acessibilidade á uma biblioteca ou a um espaço cultural, nível de desistência escolar alto entre outros, tive a idéia de se criar um Espaço de Inclusão Socio-Cultural, visando a inclusão social e cultural, através do acesso a informação, a leitura e a formação de leitores.

Trabalhei 5 meses em uma ONG (ONG Anjo Menino) de Inclusão Social na cidade São Paulo, atendendo várias comunidades em situação de risco social, vendo, aprendendo e obtendo várias informações de como funcionava o auxílio dessa população, aprendo como trabalhar com excluídos e aprendendo a ser um cidadão consciente de seu dever dentro da sociedade, resolvi voltar para minha terra e realizar algo, que por mais que pareça pequeno, pode mudar o mundo: Valorizar cada ser humano, dando oportunidade de conhecer diferentes costumes, diferentes idéias e lugares, além de se tornar um cidadão consciente, e de ter em suas mãos soluções para as dificuldades de seu dia-a-dia, tudo isso através do ato da leitura.

Em abril de 2007 implantei uma campanha de doação de livros, chamada “Campanha Doe Um Livro” para angariar livros e montar esse espaço (biblioteca comunitária).

Distribui quatro caixas de coleta em pontos (comércio) estratégicos da cidade, distribui na cidade cartazetes, feitos com sulfite A4, que eu mesmo imprimi em minha impressora.

Montei um spot para rádio de 30’ e consegui duas inserções diárias em uma Rádio AM e uma FM da cidade.

Ganhei uma propaganda permanente no Jornal da cidade no tamanho 10×10 cm, explicando o que é a campanha e onde eram os pontos de coleta.

Montei uma comunidade no site de relacionamento ORKUT para atrair o envolvimento do publico jovem. (Montei um site simples, como o resumo do projeto, o andamento do projeto, enquete, fotos, pontos de coleta, e matérias da campanha no jornal.

Cadastrei-me em vários sites de relacionamento de voluntários, agentes sociais e empreenderes sociais, nos quais montei ações pedindo livros e materiais didáticos.

Nesses sites conheci pessoas que me enviaram livros, DVDS educativos entres outros materias que serviriam para a montagem do espaço (BH, Ribeirão Preto e São Paulo)

Conhecendo desde muito tempo (TV, Revistas, Livros, Jornais e Documentários) a história de Evando dos Santos, do Rio de Janeiro, um pernambucano que aos 17 anos aprendeu á ler e se encantou pelo mundo da literatura, e hoje conta com mais de 45 mil títulos em sua casa que se tornou uma biblioteca comunitária, resolvi então enviar-lhe o meu projeto. Após uma semana obtive uma positiva, Evando disse que doaria para Campanha 4.200 livros.

Com muitas dificuldades viajei em Julho de 2007 até o Rio de Janeiro e conhecei Evando e seu projeto. Consegui nesse tempo um amigo que voltava do Rio toda a semana com um caminhão baú vazio, então em duas viagens, com o baú do caminhão cheio de livros, esses chegaram a minha casa.

Além de doar uma quantia considerável de livros ele me propôs uma parceria no projeto além de doar mais material.

Mais uma vez o projeto foi visto na mídia pelo jornal da cidade, por conta disso a Campanha se tornou mais conhecida e com mais credibilidade e de abril até novembro de 2007, consegui angariar cerca de 6000 livros.

Não tendo mais onde guardar os livros, fui obrigado a parar com a Campanha.

Busquei a viabilização de um espaço via prefeitura, mas obtive negativas.

O tempo foi passando, os livros parados e alguns estragando como tempo.

Fiquei infeliz, porque todo aquele trabalho estava indo por água abaixo.

Novamente veio a mídia! Primeiro a TV Sul Educativa de Guaxupé, sabendo da grandiosidade do projeto e da falta de interesse do poder público, resolveu fazer uma entrevista comigo para eu contar minha história. Já na outra semana, quem me entrevistou foi a EPTV do Sul de Minas, rede afiliada a Rede Globo. Mesmo com toda essa “propaganda”, não obtive muito interessados pelo projeto, visto que o problema maior do projeto a viabilização do espaço físico, implantação e manutenção.

Em maio de 2008 o projeto foi analisado e aprovado pelo FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA de GUARANÉSIA, mas até o presente momento nenhuma verba foi repassada.

Como faço parte do Grupo de Teatro e Dança Máscaras (TEG) a um ano, tomei conhecimento que dentro do Estatuto, a entidade tem como finalidade e objetivo trabalhar junto a comunidade com projetos socio-culturais e desenvolver trabalhos que supram a necessidade cultural, educacional e social da sociedade guaranesiana. Como o Grupo é uma Associação de carater social e cultural, sem fins lucrativos resolvemos montar o projeto dentro do Espaço Máscaras Cultural, mas esbarramos na falta de material e tamanho do espaço, além do Espaço não estar localizado nos bairros do público alvo.

Por meio dessa ação, pretende-se criar condições para que a comunidade tenha um espaço vivo e aberto à cultura, lazer e educação, de forma a propiciar a formação e a inclusão sócio-cultural por meio da leitura e do acesso à informação.

Espera-se, ainda, o envolvimento da comunidade neste processo através do estimulo às iniciativas de ações culturais-educativas originadas e priorizadas pela própria comunidade, como ainda, fomentar o desenvolvimento criativo dos usuários e a descoberta de novos talentos.

Espera-se, ainda uma parceria com alguma instituição ou empresa para que o projeto seja desenvolvido.

Esboço do projeto: http://www.ilhadacultura.v10.com.br
Orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=30651011

Matérias na TV:

Youtube TV SUL: http://br.youtube.com/watch?v=PbTi7-_GyDY
Youtube EPTV: http://br.youtube.com/watch?v=pqYUFbnzdNA

Baixar Projeto Completo: http://www.culturaemrede.org/Download.do?mediaId=803
 

Vídeo de jovens realizadores é exibido em Paris

Junho 12th, 2008

O vídeo Sons da Serra, produzido pela ONG Associação Imagem Comunitária (AIC), dentro do projeto Rede Jovem de Cidadania, será exibido em Paris, no dia 18 de junho. A produção, realizada em 2006 por Cristiano Cardoso e Fabiana Santos, jovens moradores do Aglomerado da Serra, foi convidado a participar da 1ª Mostra Chez Nous.

A mostra é organizada pela CinéCéleste e traz filmes e documentários de  instituições e ONGs que realizam oficinas de audiovisual em todo o mundo. O CinéCéleste é uma organização francesa que tem como objetivo difundir a produção audiovisual de regiões como a América Latina e a África. Além de promover o intercâmbio cultural e artístico entre os países, eles realizam oficinas de vídeo e atividades educacionais com jovens que vivem na região Saint Ouen, subúrbio de Paris.

Os vídeos da Mostra Chez Nous têm como temática “nossa casa” e exibem jovens realizadores de diferentes cidades e países apresentando suas comunidades e seus modos de vida. Além do Sons da Serra, única produção brasileira selecionada, serão exibidos filmes da Argentina, México e França. Segundo o organizador, Pedro Guimarães, a idéia é levar os filmes para outros países, como Senegal, Venezuela, Cabo Verde e Brasil.

Associação Imagem Comunitária

A Associação Imagem Comunitária é uma ONG criada em Belo Horizonte há 15 anos que desenvolve diversas ações e metodologias de apropriação midiática e democratização dos meios de comunicação. Um de seus principais projetos, a Rede Jovem de Cidadania (RJC), foi criado com o objetivo de integrar e dar visibilidade às ações empreendidas pela e para a juventude de BH, e também promover um intenso processo de educação e formação midiática. Fundamentada na proposta de disponibilizar para grupos socialmente excluídos não só as ferramentas de produção, mas também espaços públicos midiáticos que permitam que estes se coloquem no debate público, a RJC efetiva um programa inédito de acesso público aos meios de comunicação, estabelecido na perspectiva da igualdade de direitos e da livre expressão.

Os programas de TV da Rede Jovem de Cidadania são exibidos semanalmente na Rede Minas, emissora de sinal aberto, desde 2004. A elaboração dos vídeos acontece coletivamente, na sede da AIC, com a contribuição ativa dos jovens e grupos que participam de processos formativos em mídia. Eles propõem temas e roteiros, sugerem abordagens e realizam os vídeos, imprimindo um vigor ainda maior às produções. Os vídeos vêm recebendo reconhecimento de público e de críticos dos principais festivais de audiovisual do país, onde têm sido exibidos e premiados.

O PROGRAMA DA REDE JOVEM DE CIDADANIA É EXIBIDO 3ª FEIRA, 21 HORAS, COM REPRISE NO SÁBADO ÀS 17 HORAS, NA REDE MINAS.

Novos rumos da pedagogia

Junho 11th, 2008

A idéia de pedagogia para dentro dos parâmetros escolas somente é coisa do passado. Bem como pensar que somente mulher faz o curso. Atualmente a pedagogia é uma das profissões que mais destacam no mercado de trabalho, pois o seu currículo é abrangente e acaba por experimentar um pouco sobre cada profissão.

É óbvio que o pedagogo atua mais na área escolar como professor, mas as empresas exigem cada vez mais profissionais desta área para desenvolver projetos para seus funcionários. E neste quesito de elaboração o pedagogo sai na frente.

é claro que há instituições excelentes e outras nem tanto, mas em geral o curso de pedagogia desenvolve o aluno para entender os diversos problemas educacionais e familiares que estão presentes no nosso mundo.

Eu confesso que a área que mais me interessa é a área artística, e como poucas faculdades em Belo Horizontes oferecem este curso de Artes Plásticas, optei pela pedagogia, onde entrei pelo pró-uni. Na verdade, já tentei duas vezes o curso de artes plásticas em instituição pública, mas é uma verdadeira burocracia. Não desisti, mas mudei um pouco meus planos, e agora quero mesmo atuar na área em que estou estudando. Portanto, dêem uma olhada com mais carinho para a Pedagogia, pois a sua idéiua daquele parâmetro escolar vigente há uns anos atrás sobre a pedagogia tem mudado, e muito.

Estou terminando o primeiro período de Pedagogia na Faculdade Metropolitana de Belo Horizonte.

Prêmio Juventude

Março 26th, 2008

O Governo Federal, por meio da Secretaria Nacional da Juventude, lançou o prêmio Juventude. O objetivo é incentivar e valorizar a pesquisa científica sobre  o tema juventude e políticas públicas  no Brasil. São três categorias: alunos de pós-gaduação, alunos de graduação e jovens e/ou eduadores que atuam em projetos sociais. A inscrição pode ser feita até o dia 12 de maio. Vamos participar!!

Mais informações no site:  www.cnpq.mct.Br/prêmios

Escrito por Flávia Péret (AIC)

MOSTRA FELCO MINAS

Março 26th, 2008

A AIC participa da Primeira Edição da Mostra Felco Minas, que acontece no cine Humberto Mauro (Palácio das Artes), entre os dias 2 a 6 de abril. A programação completa está no site: www.redefelcominas.ningi.com

Dentro da programação, no dia 5 (sábado), às 16 horas, tem exibição do documentário Guerrilha Poética, relaizado pela AIC em 2007.

Escrito por Flávia Péret

Estudos sobre a “base biológica para a violência em menores infratores”: novas

Fevereiro 19th, 2008

É com tristeza e preocupação que recebemos a notícia de que Universidades de

grande visibilidade na vida acadêmica brasileira estão destinando recursos e

investimentos para velhas práticas de exclusão e de extermínio. A notícia de

que a PUC-RS e a UFRGS vão realizar estudos e mapeamentos de ressonância

magnética no cérebro de 50 adolescentes infratores para analisar aspectos

neurológicos que seriam causadores de suas práticas de infração nos remete às

mais arcaicas e retrógradas práticas eugenistas do início do século XX.

Privilegiar aspectos biológicos para a compreensão dos atos infracionais dos

adolescentes em detrimento de análises que levem em conta os jogos de

poder-saber que se constituem na complexa realidade brasileira e que provocam

tais fenômenos, é ratificar sob o agasalho da ciência que os adolescentes são o

princípio, o meio e o fim do problema, identificando-os seja como “inimigo

interno” seja como “perigo biológico”, desconhecendo toda a luta pelos direitos

das crianças e dos adolescentes, que culminou na aprovação da legislação em

vigor - o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Pensar o fenômeno da violência no Brasil de hoje é construir um pensamento

complexo, que leve em consideração as Redes que são cada vez mais fragmentadas, o

medo do futuro cada vez mais concreto e a

ausência de instituições que de fato construam alianças com as populações mais

excluídas. É falar da corrupção que produz morte e isolamento e da precariedade das

políticas públicas, sejam elas as políticas sociais básicas como educação e saúde,

sejam elas as medidas sócio-educativas ou de proteção especial.

Enquanto a Universidade se colocar como um ente externo que apenas fragmenta,

analisa e estuda este real, sem entender e analisar suas reais implicações na

produção desta realidade, a porta continuará aberta para a disseminação de

práticas excludentes, de realidades genocidas, de estudos que mantêm as coisas

como estão.

Violência não é apenas o cometimento do ato infracional do adolescente, mas

também todas aquelas ações que disseminam perspectivas e práticas que reforçam

a exclusão, o medo, a morte.

Triste universidade esta que ainda se mobiliza para este tipo de estudo,

esquecendo-se que a Proteção Integral que embasa o ECA compreende a criança e o

adolescente não apenas como “sujeito de direitos” mas também como “pessoa em

desenvolvimento” - o que por si já é suficiente para não engessar o adolescente

em uma identidade qualquer, seja ela de “violento” ou “incorrigível”.

A universidade brasileira pode desejar um outro futuro: o de estar à altura de

nossas crianças e adolescentes.

Assinam a Nota:

1. Ana Maria Falcão de Aragão Sadalla - Departamento de Psicologia

Educacional Faculdade de Educação Universidade Estadual de Campinas;

2. Angel Pino - psicólogo e criminólogo, professor da Unicamp;

3. Antonio Carlos Amorim - Faculdade de Educação/Unicamp;

4. Antonio Miguel - Professor da FE-UNICAMP;

5. Associação Excola;

6. Áurea M. Guimarães - F.E. - Unicamp;

7. Carlos Eduardo Albuquerque Miranda - Professor da FE - UNICAMP;

8. Carlos Eduardo Millen Grosso - Mestre em História pela PUC-RS;

9. Carmen Lucia Soares- Professora da FE e FEF-UNICAMP;

10. Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância - CIESPI;

11. Childhope Brasil- Dayse Tozzato (Diretora-Presidente);

12. Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia

do Rio de Janeiro - CDH/CRP-05;

13. Comissão de Direitos Humanos do CRP 06 (São Paulo);

14. Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de

Psicologia - CNDH/CFP;

15. Cristina Rauter - Professora da Universidade Federal Fluminense / UFF;

16. Curso de Especialização em Psicologia Jurídica da Universidade

do Estado do Rio de Janeiro/ UERJ;

17. Daniel Damiani - 1° Diretor de Assistência Estudantil da UNE;

18. Dario Fiorentini - Professor da FE-UNICAMP;

19. Des. Siro Darlan de Oliveira - Presidente do CEDCA/RJ;

20. Edgard de Assis Carvalho- Professor; Coordenador do Núcleo de

Estudos da Complexidade da PUC/SP;

21. Ezequiel Theodoro da Silva - Unicamp;

22. Fernanda Rodrigues da Guia - Acadêmica de Psicologia da UFF -

Estagiária da Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de

Janeiro;

23. Fundação Centro de Defesa dos Direitos Humanos Bento

Rubião

24. Gaudêncio Frigotto - Professor do Programa de Pós-Graduação em

Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

PPFH/UERJ;

25. Grupo Atitude! Protagonismo Juvenil - Porto Alegre;

26. Gustavo Duarte de Almeida - Mestrando em Psicologia pela

Universidade Federal Fluminense (UFF)

27. Helena Costa Lopes de Freitas - Profa. Aposentada UNICAMP;

28. Heloísa Helena Pimenta Rocha FE-UNICAMP;

29. Irme Bonamigo -Psicologia/UNOCHAPECÓ

30. Jaime Silva - Professor de Ensino Médio e mestrando em Políticas

Públicas e Formação Humana - UERJ

31. Janne Calhau Mourão - Psicóloga - Projeto Clínico-Grupal TNM- RJ;

32. Jeferson Pereira, ONG Orselit - Porto Alegre;

33. José Claudinei Lombardi - Professor da FE UNICAMP; Coordenador

do Grupo de Estudos e Pesquisas HISTEDBR;

34. Késia D’Almeida - Pedagoga da Creche da Fundação Oswaldo Cruz;

35. Klelia Canabrava Aleixo. Professora da Pontifícia Universidade

Católica de Minas Gerais;

36. Lenir Nascimento da Silva - Pediatra da Creche da Fundação Oswaldo

Cruz/FIOCRUZ;

37. Luci Banks Leite-Professora FE-UNICAMP;

38. Luciene Naiff - UNIVERSO;

39. Luís Gustavo Franco, advogado e professor de Direito da Criança

e do Adolescente da UNDB - São Luís/MA;

40. Luiz Fernandes de Oliveira - CAp UERJ, FAETEC e PUC-Rio;

41. Lygia Santa Maria Ayres - psicóloga, pesquisadora da UFF e

conselheira presidente da Comissão de Orientação e Etica do CRP RJ;

42. Marcelo Cafrune, advogado, mestrando em Direito na UFSC;

43. Marcelo Dalla Vecchia - Professor da Universidade Federal de

Mato Grosso do Sul (UFMS);

44. Marcha Mundial das Mulheres

45. Márcia Badaró - Conselheira do Conselho Regional de Psicologia

do Rio de Janeiro (CRP-05);

46. Margareth Silva Rodrigues Alves - Historiadora - Diretora do Arquivo

Histórico da Câmara Municipal de Cabo Frio - Mestranda do Programa

de Pós-Graduação em Políticas Públicas da Universidade do Estado do

Rio de Janeiro. PPFH/UERJ;

47. Maria da Conceição Xavier de Almeida- Professora; Coordenadora do

Grupo de Estudos da Complexidade da UFRN;

48. Maria das Graças de Carvalho Henriques Áspera - Psicóloga da

FUNDAC - Fundação da Criança e do Adolescente (Bahia);

49. Maria Helena Salgado Bagnato;

50. Maria Helena Zamora - Professora da Pontifícia Universidade

Católica do Rio de Janeiro / PUC-Rio;

51. Marília Denardin Budó - RG 1063484909 - Mestrado em Direito - UFSC

Isis de Jesus Garcia - Mestranda UFSC Direito;

52. Marisa Fefferman - Instituto de Saúde/SES/SP

53. Mônica Lins - Colégio de Aplicação da UERJ;

54. Nuances - grupo pela livre expressão sexual - Porto Alegre;

55. Núcleo de Pesquisas Políticias que produzem educação (NUPE) da UERJ

56. Patrícia Trópia Professora da PUC-Campinas;

57. Pedro Paulo Gastalho de Bicalho - Vice-presidente do Conselho

Regional de Psicologia do Rio de Janeiro (CRP-05) e professor da

Universidade Federal do Rio de Janeiro/ UFRJ;

58. Programa Cidadania e Direitos Humanos da Universidade do Estado

do Rio de Janeiro - PCDH/UERJ;

59. Programa Pró-Adolescente da Universidade do Estado do Rio de

Janeiro/ UERJ;

60. Rafael L. F. da C. Schincariol - mestrando em direito pela UFSC;

61. Raquel de Almeida Moraes - Doutora em Educação pela Unicamp -

Professora da Universidade de Brasília - Programa de Pós-Graduação em

Educação;

62. Regina Maria Bastos Ferreira - Professora da Universidade

Comunitária Regional de Chapecó/SC;

63. Regina Maria de Souza - docente da Faculdade de Educação da UNICAMP;

64. Rita de Cássia Fagundes - Educadora - Agente Jovem - Cascavel/PR;

65. Simone Brandão Souza - Coordenação de Serviço Social - SEAP - RJ;

66. Solange da Silva Moreira - Assistente Social do Instituto Phillipe

Pinel

67. Tatiana Machado - Marcha Mundial de Mulheres;

68. Themis - Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero - Porto Alegre.

69. Maria Theresa da Costa Barros - Pós-Doutoranda do Instituto de

Medicina Social da UERJ - Grupo de Pesquisa - Juventudes, Violências e

Subjetivações sob patrocínio da FAPERJ

70. Ceniriani Vargas da Silva - MNLM - Movimento Nacional de Luta pela Moradia

71. André de Jesus - MHHOB - Movimento Hip Hop Organizado Brasileiro

72. Sabrina Santos Brum - Circulando Informação e Arte Urbana

73. João Paulo Pontes - Conselheiro Temática Cultura - Orçamento

Participativo - Porto Alegre

74. Rede Juventudes de Porto Alegre

75. Lindomar Expedito Silva Darós (CRP-RJ coordenador regional do

CREPOP e psicólogo concursado do quadro do TJRJ-VIJI/São Gonçalo)

76. Estela Scheinvar, UERJ/UFF

77. Grupo Tortura Nunca Mais, Rio de Janeiro - GTNM/RJ

78. Mirian Brasil Corrêa , Prof. Titular Ens. Fund. II, E.E. Nicéia

Albarello Ferrari (Diadema-SP) e EMEF Bernardo O´Higgins (São Paulo-SP

79. Helio Luz - delegado de polícia

80. Milton Barbosa- Movimento Negro Unificado

81. Miriam Schenker- CLAVES/FIOCRUZ

82. Rita de Cássia de Araújo, Assistente Social do Centro de Referência da

Criança e do Adolescente - Ipiranga - São Paulo - SP.

83. Mauricio Antunes Tavares - Fundação Joaquim Nabuco-FUNDAJ

84. Marcia Ramos, psicóloga, caps infantil da Mooca. SP

85. Projeto Meninos e Meninas de Rua, unidades de Guarulhos e São Bernardo

do Campo

86. Eduardo Ponte Brandão - Psicólogo do TJ-RJ, professor da UCAM e IBMR

87. Mariane Ceron (Psicóloga Pós PSA IPUSP e professora da Saúde

Pública UNIFESP)

88. Maria Cristina G. Vicentin e Miriam Debieux Rosa- Coordenadoras

do Núcleo de Pesquisa “Violências: sujeito e política” do Programa de

Estudos

Pós-graduados em Psicologia Social da PUC-SP

89. Marisa de Fátima Lomba de Farias - Faculdade de Ciências Humanas da

Universidade Federal da Grande Dourados.

90. Alexandre Magno Teixeira de Carvalho - Sanitarista Educação &

Saúde/SESDEC-RJ, professor do AprenderSaúde/comunidade de aprendizagem

on-line.

91. Elizabeth Carvalho Benjó - Terapeuta Ocupacional/HEGV-RJ.

92. Lucimar Weil - Coordenadora do CEDECA PE NA TABA / AMAZONAS

93. Sandra dos Santos- Cedeca/BA

94. Marcelo da Siveira Campos - Mestrando em Ciência Política Unicamp

95. Otilia e Paulo Arantes (FFLCH USP)

96. Mirian Giannella - Observatório da Clínica (SP) - Caxingui,

Butantã, São Paulo, capital

97. Givanildo Manoel da Silva - Fórum Estadual de Defesa dos

Direitos da Criança e do Adolescente

98. Dênis Roberto da Silva Petuco - Redutor de danos e cientista social

99. ABORDA - Associação Brasileira de Redutoras e Redutores de Danos

100. Márcia Aparecida Gomes - Professora Ed. Infantil da Rede Municipal de

Contagem e Pedagoga das séries finais do E.F. da E.E. Confrade Antônio

Pedro de Castro - Contagem/MG

101. Vilmar Ezequiel dos Santos - Aluno de Pós-Graduação da EEUSP

102. Viviane Ribeiro - Docente de Psicologia Juridica da Faculdade

Uniamérica de Foz do

Iguaçu-PR

103. Dayse Cesar Franco Bernardi e equipe de coordenação do Curso de

Especialização em Psicologia Jurídica do Instituto Sedes Sapintiae de

São Paulo.

104. Graça Áspera

105. CEDECA Interlagos

106. Elizabeth Araújo Lima - Doutora em Psicologia Clínica, Professora do

Curso de Terapia Ocupacional da FMUSP

107. Franklin Leopoldo e Silva - Professor do Departamento de

Filosofia da FFLCH da USP

108. CEDECA/Instituto de Acesso à Justiça - (Porto Alegre)

109. Leila Maria Ferreira Salles - Depto de Educação, UNESP/RC

110. Sérgio Roclaw Basbaum — Professor do Depto de Computação da PUC-SP

111- Carlos Alberto de Mattos Ferreira - Psicanalista, Fonoaudiólogo,

Psicomotricista e Assessor da Pos-Graduação do UNI-IBMR-RJ

112- Anna Alice Mendes Schroeder - Médica, Professora do Departamento de Saúde e

Sociedade da UFF.

113 - Jussara Calmon R. S. Soares - Farmacêutica, Doutora em Saúde Coletiva, Prof.

do Depto. de Saúde e Sociedade, Inst. Saúde da Comun./UFF

REPASSEM

Esta pesquisa já foi parar no Fantástico de domingo dia 27/01/08. A população

desavisada deu adesão as idéias “explicativas” dos pesquisadores da PUC/RGS e

UFRGS !!

Estamos diante de uma nova ideologia da ‘raça pura”?

Filmes Polvo

Fevereiro 15th, 2008

De 28 de fevereiro à 02 de março acontece em BH, no Cine Humberto Mauro, a 1ª Mostra Filmes Polvo de Cinema e Crítica - entre a reflexão e a realização. Parace que vai ser bacana. Além da exibição de vários filmes nacionais, eles vão debater os rumos e impasses da crítica cinematográfica. A programação completa está no site: http://www.filmespolvo.com.br/mostra/corpo/

Flávia Péret

ESTUDANTES OCUPAM INCRA PARA DENUNCIAR DESCASO COM REFORMA AGRÁRIA

Fevereiro 15th, 2008

Trezentos estudantes de diversas universidades do Brasil, que estão no Estágio
Interdisciplinar de Vivência de Minas Gerais (EIV-MG), ocuparam hoje (14-02-2008)
pela manhã, 10h, a Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária (INCRA), em Belo Horizonte. Os manifestantes entregaram carta que
cobra posicionamentos do órgão público quanto à lentidão da Reforma Agrária,
reivindica expropriação das terras com trabalho escravo e denuncia a violência e
impunidade no campo. A carta-protesto também está sendo entregue em outras
superintendências hoje, nas cidades de São Paulo-SP, Belém-PA, Natal-RN, Aracaju-SE,
Rio de Janeiro-RJ, Cuiabá-MT, Salvador-BA, Porto Alegre-RS e Curitiba-PR.

Segundo o Fórum Nacional de Reforma Agrária, 2007 foi o pior ano para a Reforma
Agrária no Brasil, nos últimos dez anos. O número de desapropriações foi baixo e,
quando as terras são desapropriadas, não se oferece estrutura, os créditos são
insuficientes e as famílias não têm acesso a serviços de saúde e educação adequados.

As estatísticas sobre a violência no campo também são alarmantes. De 1985 a 2005
foram cometidos 1426 homicídios ligados a conflitos agrários no Brasil, apenas 76
casos foram levados a julgamento. 16 mandantes foram condenados, mas nenhum está
preso.  

CONTATOS  (31) 8663-1069

                            (31)8663-1072

                            (31)3213-0920

Carta-protesto dos estudantes ao INCRA

Nós, estudantes de diversos cursos e universidades brasileiras, que nos dedicamos a
estudar e interpretar a realidade brasileira e propor soluções para os problemas do
nosso povo, sentimos necessidade de expressar nossa preocupação em torno de alguns
assuntos pertinentes a este órgão e ao Estado brasileiro de modo geral. Desta forma
nos articulamos nacionalmente para a elaboração desta pauta conjunta que está sendo
entregue hoje em diversas superintendências regionais do INCRA. Também a título de
protesto e refletindo o nosso estado de indignação com a situação da reforma agrária
no Brasil, ocupamos nesta manhã a sede do INCRA SR 06, em Minas Gerais com 300
jovens universitários de 13 universidades mineiras e 11 de outros estados,
permanecendo no prédio até que se chegue a um termo de acordo sobre os seguintes
itens:

   1. Estamos indignados com a situação da Reforma Agrária no Brasil. Nos
solidarizamos com o Fórum Nacional de Reforma Agrária (FNRA) e a todas as suas
organizações e movimentos que lutam pela terra no Brasil que em seu manifesto de
janeiro último declaram 2007 como o pior ano para a Reforma Agrária no Brasil.

  2. Apoiamos a iniciativa encabeçada pela Comissão Pastoral da Terra e encampada
pelo FNRA de promover um amplo debate na sociedade a respeito da necessidade de
limitar o tamanho da propriedade rural no Brasil. Neste sentido, queremos a abertura
do INCRA a esta pauta, que entendemos também lhe diz respeito, apoiando a campanha
nacional no que for necessário.

  3. Exigimos a imediata atualização dos índices de produtividade ora utilizados,
que ainda são de 1975, de acordo com a proposta do MDA de 2005. Confiamos que esta
medida contribui enormemente para agilizar o processo das desapropriações em
diversos estados brasileiros e é um ponto central da luta pela Reforma Agrária e
pela justiça social no campo hoje.

  4. Pela proibição da compra de terras por empresas estrangeiras para monocultivo
de cana, gado, soja, etc. A especulação fundiária para a produção do agronegócio já
fez os preços de terra baterem recordes em diversos lugares. Pela expropriação
imediata das terras de empresas estrangeiras em área de fronteira, que viola a
constituição brasileira e agride a soberania nacional, como exemplo as terras da
transnacional Stora Enzo, na fronteira do RS.

  5. Em especial pedimos que seja aprovada a lei de expropriação de todas as
fazendas com trabalho escravo.  E recuperar imediatamente as mais de 80 fazendas
identificadas pela justiça federal como lavagem de dinheiro do narcotráfico, no Mato
Grosso do Sul.

  6. Pela imediata desapropriação da fazenda Nova Alegria de propriedade do Sr.
Adriano Chafik Luedy, mandante e executor do massacre de Felizburgo, em 20 de
novembro de 2004, em Minas Gerais. O processo já percorreu todos os trâmites
burocráticos e encontra-se há mais 5 meses na mesa do Presidente da República
aguardando somente sua assinatura.

  7. Punição aos culpados dos inúmeros casos da violência nas questões fundiárias,
tendo como exemplos os assassinos da Irmã Dorothy e do massacre de Eldorado dos
Carajás, ambos no Pará, e do recente assassinato de Valmir Mota pela Syngenta no
Paraná e tantos outros. De 1985 a 2005, foram cometidos 1426 homicídios ligados a
conflitos agrários no Brasil. Apenas 76 casos foram levados a julgamento, 16
mandantes foram condenados. Nenhum está preso.  

  8. Por soberania alimentar! Não comemos eucalipto ou cana-de-açúcar. Somos contra
o monocultivo exportador que causa aquecimento global e tantos prejuízos ambientais.
Exigimos a reversão do modelo tecnológico e agrícola que vem sendo priorizado pelo
governo e que favorece largamente as grandes culturas de commodities para exportação
em detrimento da produção de alimentos para consumo interno.

  9. Todo apoio à criação e fortalecimento dos cursos e turmas específicos para os
movimentos sociais em convênio com as universidades federais e estaduais.
Acreditamos que dessa forma inicia-se um importante processo de recuperação de uma
dívida histórica com os sujeitos sociais excluídos do processo de desenvolvimento
industrial-dependente que expulsou milhões de famílias do campo, gerando um arco de
excluídos urbanos nas periferias das cidades e um contingente de excluídos rurais -
os sem-terra.

  10. Pelo fortalecimento da Reforma Agrária no seu sentido pleno, não restrito a
entrega de lotes e sem um mínimo apoio posterior. É necessário um conjunto de
medidas que consolidem no campo o núcleo familiar e comunitário com garantia de
infra-estrutura, educação, saúde, cultura, esporte e crédito. No que cabe a nós, da
universidade, propomos que seja priorizada a produção de pesquisa e extensão que
acumule para a compreensão da realidade da luta pela terra e contribua para a
mediação de seus conflitos e meios de solucioná-los.

  11. Que o Estado brasileiro reconheça a importância do estabelecimento da relação
entre o movimento camponês e estudantil e viabilize ferramentas para seu
fortalecimento. A experiência dos estágios de vivência têm se mostrado acertadas e
já duram 19 anos, contribuindo para uma formação profissional socialmente
referenciada, solidária e comprometida com a transformação da realidade do campo. É
necessário consolidar políticas públicas que viabilizem sua implementação e
continuidade nos estados, garantindo recursos e prioridade política para sua
realização.

Belo Horizonte, 14 de fevereiro de 2008

FEDERAÇÁO DOS ESTUDANTES DE AGRONOMIA DO BRASIL, ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESTUDANTES
DE ENGENHARIA FLORESTAL, DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE
FONOAUDIOLOGIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE TERAPIA OCUPACIONAL, EXECUTIVA
NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FARMÁCIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE
VETERINÁRIA, FEDERAÇÃO DO MOVIMENTO ESTUDANTIL DE ESTUDANTES DE HISTÓRIA, EXECUTIVA
NACIONAL DOS ESTUDANTES DE BIOLOGIA, EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE FILOSOFIA,
EXECUTIVA NACIONAL DOS ESTUDANTES DE EDUCAÇÃO FÍSICA, DCE-VIÇOSA(MG), DCE UFMT(MT),
DCE-UFMG(MG), DCE-UBERLÂNDIA(MG), DCE-SJDR(MG), DCE da UFJF(MG), DCE da UFBA(BA),
DCE UFPA (PA); DCE da Estácio de Sá(ES), DCE UFPI(PI); DCE UNCISAL; DCE UFAL; DCE da
UENF(ES), Diretório Acadêmico Marina Andrade Resende/UFMG, Diretório Acadêmico de
Biologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG),  Diretório Acadêmico de
Farmácia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico de
Terapia Ocu
 pacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Diretório Acadêmico da
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (UFMG), DA ON UFSM(SC); C.A. de T.O. da
UEPA(PA), C.A. Farmácia UFPI(PI); C.A. Alexandre Martins Castro Filho(UNIVIX), CA
de Com. (FAESA), CA João Baptista Herquenhoff (UVV), DA de Fono UFSM (RS), CA de
C.Sociais de UFMT(MT), CA Agro UFSM (RS), C.A. de Psicologia da UFPR(PR), C.A. de
Farmácia da UFPR(PR), CA de agronomia da UFRRJ(RJ), CA de agro da UFERSA(RN), CA-TO
USP(SP); CAFONO USP(SP); CAAGRO UFRA (PA); CAEF UFRA (PA).

Diante do relatado acima, pedimos apoio as Entidades , Movimentos , Organizaçoes e
pessoas que envie esta moçao ao presidente do Incra
Presidente do Incra : 

Rolf Hachbartrt
Fax 61 3326 5679 

Moção de Apoio aos estudantes em luta por Reforma Agraria
Desde as 10h do dia 14 de fevereiro de 2008 cerca de 300 estudantes universitários
de diversos cursos e universidades do Brasil ocupam a superintendência regional do
Instituto Nacional de Colonização 

e Reforma Agrária, em Belo Horizonte, motivados pela indignação de constatar a
realidade da Reforma Agrária no Brasil. Os mesmos retornavam de vivências
pedagógicas em áreas do MST e MAB e durante 10 dias tiveram a oportunidade de
experimentar o modo de vida dos camponeses e de viver com eles as dificuldades de
sua luta.
Nestes momentos de fragmentação das forças sociais, de crise e descenso da luta de
massas e de recuo programático por parte de tantas organizações da classe
trabalhadora é no mínimo alentador tomar conhecimento de iniciativas deste caráter.
Nos leva, outrossim, a acreditar cada vez mais na humanidade e na esquerda apostando
na juventude e em seu protagonismo transformador.
Da mesma forma acreditamos que levantar à sociedade um tema estruturante e de
tamanha importância como a Reforma Agrária é dever de todos que acreditam num Brasil
com mais democracia e distribuição de riqueza e que acumule forças rumo a uma
sociedade igualitária. Também não haveria melhor momento já que vários índices
comprovam o ano de 2007 como o pior dos últimos 10 anos para a Reforma Agrária no
Brasil.
Parabéns aos estudantes que por mais uma vez na história têm a capacidade política
de abraçar pautas gerais e que dizem respeito ao bem de todo conjunto dos
trabalhadores e da esquerda de modo geral. Um exemplo de protagonismo em momentos de
apatia que deve ser seguido.
As pessoas e organizações abaixo listadas vêm de público expressar seu apoio à
manifestação empreendida pelos estudantes e à sua pauta de reivindicação que
pretendem apresentar aos órgãos competentes.