jBelo Horizonte, 16 de Dezembro de 2004 - Ano 02 Boletim #14


Já é fim de ano. Os festejos de Natal e Ano Bom já nos esperam na soleira das portas. E a gente deseja a todos vocês boas coisas nos tempos que virão. Com este Boletim, a gente se despede de 2004, mas logo mais, no mês de fevereiro, estaremos de volta com novidades e boas histórias sobre juventude, cidadania, cultura e comunicação. Até lá!

BOA NOTÍCIA

No aterro sanitário: flores, hortas e reciclagem

Acompanhamos a equipe da tv da Rede Jovem de Cidadania numa matéria realizada sobre o aterro sanitário de Belo Horizonte. Lá, a gente pensou que encontraria apenas um amontoado de lixo. Mas estávamos enganados, pois havia muitas coisas interessantes.

No aterro sanitário, há um canteiro com uma grande variedade de plantas e um galinheiro muito bonito. É curioso: no local para onde vai o lixo da cidade existe uma área verde que pode ser vista e apreciada pelas pessoas. Além disso, há também um museu que fica dentro de um cano: uma galeria que expõe coisas achadas no lixo e objetos criados a partir de materiais que foram descartados por seus donos.

O lixo que vai para o aterro é recolhido por caminhões em toda a cidade. Eles pegam cerca de 4.000 toneladas de lixo por dia.

No aterro, é feita a reciclagem de material orgânico que é coletado por um caminhão especial em sacolões, feiras e restaurantes. Para o processo de reciclagem esse material é misturado com poda de árvore triturada. O adubo criado a partir da reciclagem é utilizado em alguns programas da Prefeitura como hortas comunitárias, canteiros de rua e até mesmo lá, no próprio aterro.

O aterro foi fundado em 1975 e funciona até hoje. Antigamente, o que existira era um lixão, ou seja, tudo o que era recolhido, ficava amontoado, poluindo o meio ambiente e atraindo insetos e outros animais. Agora, o lixo coletado na cidade é tratado e enterrado. Após o término de sua vida útil, no mesmo local será construído um parque ecológico.

Para marcar sua visita ao aterro sanitário:
- Grupos de estudantes podem marcar uma visita pelo telefone 3277-9967 (Unidade de
Educação Ambiental).
- Para visita técnica, o contato deve ser feito na Assessoria de Comunicação
Social, telefone 3277-9343/9386.
acssmlu@pbh.gov.br

Stephanie Adriane
Júlio César


Caia na Rede!
pequenas notas sobre jovens, rede e cidadania

Sexo na mídia

Como o jovem pensa e vive o sexo nos dias de hoje? O que dizer de sexo, sexualidade, comportamento, doenças e tantas outras questões relacionadas ao tema? Como o sexo é tratado pela mídia?

Para saber o que a gente pensa e como pensam as pessoas sobre esse assunto ao mesmo tempo tão exposto e tão proibido, fique ligado no programa Sexo na Mídia I, produzido pela equipe de TV da Rede Jovem de Cidadania, que vai ao ar no próximo sábado, dia 18 de dezembro.

Fique ligado!

Programa de TV da Rede Jovem de Cidadania – Sexo na Mídia I
Sábado, 18 de Dezembro
14h30
Rede Minas de Televisão (canal 9 aberto e canal 20 a cabo)

www.redejovembh.org.br


Sobre o lixo e as histórias que ele conta

(...) Simone conheceu a grande paixão da sua vida nos Estados Unidos. Eles passaram juntos duas maravilhosas semanas. No fim da segunda semana, ele lhe contou, muito triste, que precisaria voltar em breve para o Brasil. Para sua surpresa, ela começou a rir. "Eu falo para você que estou indo embora e você ri de mim?"

(...) Havia um garotinho muito pobre, que sempre sonhou em ter uma revistinha em quadrinhos de seu herói preferido, mas nunca teve dinheiro para comprá-la. Cresceu dizendo que um dia ficaria rico e compraria todas as revistinhas do mundo. Passados alguns anos, o garotinho virou um grande empresário, que não comprou todas as revistinhas do mundo, mas comprou todas os números das aventuras de seu super herói.

(...) Ela havia se casado muito cedo. O seu marido fora o primeiro e único homem da sua vida. Cedo se casara e cedo ficara viúva. Sentia muita falta do marido, não sabia se por amor ou se por costume. Guardava o álbum de casamento com muito cuidado. Nem se lembrava direito da festa. Lembrava-se apenas que pisara em uma poça d´água ao descer do carro e por isso ficara com a meia molhada durante toda a cerimônia.

Quais as histórias desprezadas nas latas e lixeiras da cidade? Cada objeto, uma vida, um tempo e personagens inventados. A Mariana, correspondente do Projeto Rede Jovem de Cidadania, esteve no museu que fica no aterro sanitário de Belo Horionte e, a partir dos objetos ali expostos, brincou de inventar. E os objetos se fizeram histórias, amores, nomes e esquecimento.

Para ler o texto da Mari e de outros correspondentes é só dar um pulinho no nosso webzine, que traz também uma matéria sobre o Dia Internacional de Luta contra a AIDS e mais novidades sobre o aterro sanitário da cidade.


Este Boletim Informativo é elaborado a partir de pesquisa e texto realizados pelos
jovens integrantes do Projeto Rede Jovem de Cidadania.
Responsável: Ana Carvalho (Associação Imagem Comunitária)


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