jBelo Horizonte, 22 de Fevereiro de 2005 - Ano 02 Boletim #17

:: Boca no Trombone!::
espaço aberto pra falar sobre cultura, juventude e comunicação

Confira, nesta edição, artigo da militante da cultura Hip Hop Áurea DejaVu sobre o II Fórum Nacional de Hip Hop, que aconteceu no V Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.

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pequenas notícias sobre jovens, rede e cidadania

Fique de olho na rede! Aqui você fica sabendo de tudo o que rola na Rede Jovem de Cidadania - produções de TV, oficinas, premiações e outras notícias.

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Saiba o que vai rolar nos centros e espaços culturais da cidade! Cursos, oficinas, espetáculos e eventos. Confira, neste número, os últimos espetáculos da 31a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança e um curso de Criação de Histórias em Quadrinhos, no Centro Cultural UFMG.

 

Boca no Trombone!
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Qual o sentido do Fórum Nacional de Hip Hop?

Na última edição do Boletim Informativo da Rede Jovem de Cidadania, apresentamos o Hip Hop Chama. O movimento, que reúne jovens da periferia da Grande BH, se estrutura em torno do debate sobre a cultura Hip Hop, além de desenvolver projetos sociais e culturais em diversas comunidades da cidade.

Áurea DejaVu , militante e integrante do Hip Hop Chama, esteve presente no II Fórum Nacional de Hip Hop. O evento foi realizado no Acampamento Intercontinental da Juventude, durante o V Fórum Social Mundial, que aconteceu em Porto Alegre, entre 26 e 31 de janeiro deste ano. Quais as deliberações, dificuldades, apontamentos e objetivos deste encontro? O que significa a articulação nacional da cultura Hip Hop para uma política de inclusão da juventude de periferia das grandes cidades?

Segue, abaixo, artigo escrito por Áurea DejaVu sobre o II Fórum Nacional de Hip Hop, que discute tais questões:

“Movimentos sociais de todo o mundo estiveram reunidos durante o V Fórum Social Mundial. O movimento Hip Hop também se fez presente neste espaço privilegiado de encontro, trocas e debates, consolidando sua importância como um novo meio de engajamento, formação e participação juvenil no atual cenário sócio-político brasileiro.

A maioria das atividades ligadas ao Hip Hop aconteceu na Cidade Hip Hop, dentro do espaço Raízes, integrando a programação do Acampamento Intercontinental da Juventude. Dentre as diversas oficinas, discussões e atividades culturais, destacou-se como evento central o II Fórum Nacional de Hip Hop, que reuniu ativistas e lideranças do movimento Hip Hop de todo o Brasil.

O II Fórum Nacional de Hip Hop (FNHH) foi realizado entre os dias 27 e 29, com um formato de mesas temáticas que trouxeram discussões relevantes para o Hip Hop nacional. Machismo, ativismo feminino, drogas, saúde, políticas públicas da juventude, organizações nacionais de Hip Hop, mídia alternativa, racismo e lutas sociais foram alguns dos temas debatidos.

Sem dúvida o II FNHH foi um importante espaço conquistado pelo movimento. Alcançamos certa visibilidade e credibilidade externa. Avançamos no fortalecimento de uma rede nacional de comunicação e trocas. Pudemos nos encontrar e adquirir novos conhecimentos. Muitos fizeram articulações importantes. Mas ainda é preciso avançar em vários outros aspectos, sobretudo no que se refere à efetiva consolidação do FNHH como um espaço real e legítimo de interlocução do Hip Hop nacional. Por que queremos um FNHH? Esta é uma avaliação que devemos fazer neste momento.

Espaço de socialização de informações e conversas entre ativistas? Espaço de construção de consensos e de reivindicações coletivas? Espaço de convergência e interlocução do movimento nacional, para além das diferentes organizações de Hip Hop? O II FNHH evidenciou como ainda não há clareza do que se quer construir a partir do seu espaço. Nenhum dos questionamentos acima está colocado com segurança, tampouco existe uma compreensão consensual amplamente difundida sobre o papel do FNHH.

Colocadas as contradições e dificuldades constatadas no encontro, teremos a partir de agora a missão de firmar a base do FNHH nos Estados e nas nossas cidades, criando ou fortalecendo fóruns regionais e locais de Hip Hop, com a preocupação de levar contribuições concretas ao próximo FNHH. É fundamental que os fóruns regionais e locais possibilitem a reflexão sobre o papel do FNHH, procurando construir propostas para superação dos aspectos negativos que emergiram no 2º FNHH.

Precisamos reconhecer que o Hip Hop é nossa língua e que nunca iremos avançar se continuarmos insistindo em defender bandeiras que não favorecem a coletividade. A juventude e o Hip Hop estão na pauta nacional. Neste momento, nossa linha de ação deve se direcionar a partir dos pontos de convergência, para que estejamos fortes e coerentes na luta pela melhoria da situação de vida dos jovens de periferia.

Divergência por divergência, oposição por oposição, divisão por divisão – já sabemos que isso só nos enfraquece. É hora de somar pelo que nos une e traz identidade, pelo que nos torna irmãs e irmãos nesta luta juvenil: a arte e a cultura, a consciência e a capacidade de transformação, a solidariedade e a multiplicação de informações. Estas, sim, são as verdadeiras bandeiras do movimento Hip Hop nacional. Aí está o sentido da nossa luta diária nas comunidades contra a opressão e a alienação. Aí deveria estar o sentido do FNHH”.

O contato de Áurea DejaVu (para obter maiores informações sobre o Hip Hop Chama e eventos do movimento): aureacarolina@yahoo.com.br


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Caia Na Rede!
pequenas notas sobre jovens, rede e cidadania


No próximo sábado, dia 26 de fevereiro, terá início, na Rede Minas de Televisão, a série de Melhores Momentos da Rede Jovem de Cidadania em 2004. O primeiro programa da série é o Sem Tema I. Nele, há uma ficção que apresenta o julgamento da televisão brasileira, fazendo uma reflexão bem-humorada sobre a programação e a linguagem da TV. Vale a pena conferir!

Programa Sem Tema I
Sábado, 26 de fevereiro
14h30
Rede Minas de Televisão (canal 9 aberto, canal 20 a cabo)
tv@redejovembh.org.br


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Teatro, dança e fantasia

Termina, no próximo domingo, 27 de fevereiro, a 31a Campanha de Popularização do Teatro e da Dança de Minas Gerais. A campanha, que teve início nas ruas da cidade nos anos 70, consolidou-se como uma importante iniciativa de inclusão social no campo das artes, além de promover uma maior qualidade das montagens exibidas e a valorização das produções e artistas locais. Para quem não foi, ainda há bons espetáculos em cartaz, como o Grande Circo Místico, O Inspetor Geral, Desiderium, entre outros. Vale conferir!

Os ingressos para os espetáculos podem ser compradas nos postos de venda no Mercado das Flores (Av. Afonso Pena, esquina com rua da Bahia), de 9 às 19h, e na Livraria Leitura Megastore do BH Shopping (3o piso), de 14 às 20h. Há também, o serviço Tele-Ingressos, no telefone 31-3335.1721

A programação completa pode se acessada no sítio guia.bh

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Quadrinhos

Estão abertas até o dia 7 de março as inscrições para o curso de Criação de Histórias em Quadrinhos, no Centro Cultural UFMG, que será ministrado pelos quadrinistas Fernando Cypriano e Wellington Srbek e terá duração de três meses. O curso tem por objetivo traçar a origem e o desenvolvimento histórico, estilístico e narrativo dos quadrinhos. Além disso, o aluno aprenderá noções de desenho, perspectiva, luz e sombra, cenários, etc. As aulas terão no dia 8 de março e serão realizadas às terças e quintas-feiras, das 14 às 16h no Centro Cultural UFMG. Telefone para mais informações 31-3238.1078

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Este Boletim Informativo é elaborado a partir de pesquisa e texto realizados pelos
jovens integrantes do Projeto Rede Jovem de Cidadania.
Responsável: Ana Carvalho (Associação Imagem Comunitária)


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