Confira,
nesta edição, artigo da militante da cultura Hip Hop Áurea
DejaVu sobre o II Fórum Nacional de Hip Hop, que aconteceu no
V Fórum Social Mundial, em Porto Alegre.
Fique
de olho na rede! Aqui você fica sabendo de tudo o que rola na
Rede Jovem de Cidadania - produções de TV, oficinas, premiações
e outras notícias.
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Vai Rolar ::
Saiba
o que vai rolar nos centros e espaços culturais da cidade! Cursos,
oficinas, espetáculos e eventos. Confira, neste número,
os últimos espetáculos da 31a Campanha de Popularização
do Teatro e da Dança e um curso de Criação de Histórias
em Quadrinhos, no Centro Cultural UFMG.
Boca
no Trombone!
espaço aberto pra falar sobre cultura, juventude e comunicação
Qual o sentido do Fórum Nacional de Hip
Hop?
Na
última edição do Boletim Informativo da Rede Jovem
de Cidadania, apresentamos o Hip Hop Chama. O movimento, que reúne
jovens da periferia da Grande BH, se estrutura em torno do debate sobre
a cultura Hip Hop, além de desenvolver projetos sociais e culturais
em diversas comunidades da cidade.
Áurea
DejaVu , militante e integrante do Hip Hop Chama, esteve presente no
II Fórum Nacional de Hip Hop. O evento foi realizado
no Acampamento Intercontinental da Juventude, durante o V Fórum
Social Mundial, que aconteceu em Porto Alegre, entre 26 e 31
de janeiro deste ano. Quais as deliberações, dificuldades,
apontamentos e objetivos deste encontro? O que significa a articulação
nacional da cultura Hip Hop para uma política de inclusão
da juventude de periferia das grandes cidades?
Segue,
abaixo, artigo escrito por Áurea DejaVu sobre o II Fórum
Nacional de Hip Hop, que discute tais questões:
“Movimentos
sociais de todo o mundo estiveram reunidos durante o V Fórum
Social Mundial. O movimento Hip Hop também se fez presente neste
espaço privilegiado de encontro, trocas e debates, consolidando
sua importância como um novo meio de engajamento, formação
e participação juvenil no atual cenário sócio-político
brasileiro.
A
maioria das atividades ligadas ao Hip Hop aconteceu na Cidade
Hip Hop, dentro do espaço Raízes,
integrando a programação do Acampamento Intercontinental
da Juventude. Dentre as diversas oficinas, discussões
e atividades culturais, destacou-se como evento central o II Fórum
Nacional de Hip Hop, que reuniu ativistas e lideranças do movimento
Hip Hop de todo o Brasil.
O
II Fórum Nacional de Hip Hop (FNHH) foi realizado entre os dias
27 e 29, com um formato de mesas temáticas que trouxeram discussões
relevantes para o Hip Hop nacional. Machismo, ativismo feminino, drogas,
saúde, políticas públicas da juventude, organizações
nacionais de Hip Hop, mídia alternativa, racismo e lutas sociais
foram alguns dos temas debatidos.
Sem
dúvida o II FNHH foi um importante espaço conquistado
pelo movimento. Alcançamos certa visibilidade e credibilidade
externa. Avançamos no fortalecimento de uma rede nacional de
comunicação e trocas. Pudemos nos encontrar e adquirir
novos conhecimentos. Muitos fizeram articulações importantes.
Mas ainda é preciso avançar em vários outros aspectos,
sobretudo no que se refere à efetiva consolidação
do FNHH como um espaço real e legítimo de interlocução
do Hip Hop nacional. Por que queremos um FNHH? Esta
é uma avaliação que devemos fazer neste momento.
Espaço
de socialização de informações e conversas
entre ativistas? Espaço de construção de consensos
e de reivindicações coletivas? Espaço de convergência
e interlocução do movimento nacional, para além
das diferentes organizações de Hip Hop? O II FNHH evidenciou
como ainda não há clareza do que se quer construir a partir
do seu espaço. Nenhum dos questionamentos acima está colocado
com segurança, tampouco existe uma compreensão consensual
amplamente difundida sobre o papel do FNHH.
Colocadas
as contradições e dificuldades constatadas no encontro,
teremos a partir de agora a missão de firmar a base do FNHH nos
Estados e nas nossas cidades, criando ou fortalecendo fóruns
regionais e locais de Hip Hop, com a preocupação
de levar contribuições concretas ao próximo FNHH.
É fundamental que os fóruns regionais e locais possibilitem
a reflexão sobre o papel do FNHH, procurando construir propostas
para superação dos aspectos negativos que emergiram no
2º FNHH.
Precisamos
reconhecer que o Hip Hop é nossa língua
e que nunca iremos avançar se continuarmos insistindo em defender
bandeiras que não favorecem a coletividade. A juventude e o Hip
Hop estão na pauta nacional. Neste momento, nossa linha de ação
deve se direcionar a partir dos pontos de convergência, para que
estejamos fortes e coerentes na luta pela melhoria da situação
de vida dos jovens de periferia.
Divergência
por divergência, oposição por oposição,
divisão por divisão – já sabemos que isso
só nos enfraquece. É hora de somar pelo que nos une e
traz identidade, pelo que nos torna irmãs e irmãos nesta
luta juvenil: a arte e a cultura, a consciência e a capacidade
de transformação, a solidariedade e a multiplicação
de informações. Estas, sim, são as verdadeiras
bandeiras do movimento Hip Hop nacional. Aí está o sentido
da nossa luta diária nas comunidades contra a opressão
e a alienação. Aí deveria estar o sentido do FNHH”.
O contato de Áurea DejaVu (para obter maiores
informações sobre o Hip Hop Chama e eventos do movimento):
aureacarolina@yahoo.com.br
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Caia
Na Rede!
pequenas notas sobre jovens, rede e cidadania
No próximo sábado, dia 26 de fevereiro, terá início,
na Rede Minas de Televisão, a série de Melhores
Momentos da Rede Jovem de Cidadania em 2004. O primeiro programa
da série é o Sem Tema I. Nele, há
uma ficção que apresenta o julgamento da televisão
brasileira, fazendo uma reflexão bem-humorada sobre a programação
e a linguagem da TV. Vale a pena conferir!
Programa
Sem Tema I
Sábado, 26 de fevereiro
14h30
Rede Minas de Televisão (canal 9 aberto, canal 20 a cabo)
tv@redejovembh.org.br
Vai Rolar
Teatro,
dança e fantasia
Termina,
no próximo domingo, 27 de fevereiro, a 31a Campanha de
Popularização do Teatro e da Dança de Minas Gerais.
A campanha, que teve início nas ruas da cidade nos anos 70, consolidou-se
como uma importante iniciativa de inclusão social no campo das
artes, além de promover uma maior qualidade das montagens exibidas
e a valorização das produções e artistas
locais. Para quem não foi, ainda há bons espetáculos
em cartaz, como o Grande Circo Místico, O Inspetor Geral, Desiderium,
entre outros. Vale conferir!
Os
ingressos para os espetáculos podem ser compradas nos postos
de venda no Mercado das Flores (Av. Afonso Pena, esquina com rua da
Bahia), de 9 às 19h, e na Livraria Leitura Megastore do BH Shopping
(3o piso), de 14 às 20h. Há também, o serviço
Tele-Ingressos, no telefone 31-3335.1721
A
programação completa pode se acessada no sítio
guia.bh
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Quadrinhos
Estão
abertas até o dia 7 de março as inscrições
para o curso de Criação de Histórias em
Quadrinhos, no Centro Cultural UFMG, que será ministrado
pelos quadrinistas Fernando Cypriano e Wellington Srbek e terá
duração de três meses. O curso tem por objetivo
traçar a origem e o desenvolvimento histórico, estilístico
e narrativo dos quadrinhos. Além disso, o aluno aprenderá
noções de desenho, perspectiva, luz e sombra, cenários,
etc. As aulas terão no dia 8 de março e serão realizadas
às terças e quintas-feiras, das 14 às 16h no Centro
Cultural UFMG. Telefone para mais informações
31-3238.1078
topo
Este Boletim Informativo é elaborado a partir de pesquisa e texto
realizados pelos
jovens integrantes do Projeto Rede Jovem de Cidadania.
Responsável: Ana Carvalho (Associação Imagem Comunitária)
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