jBelo Horizonte, 05 de Abril de 2005 - Ano 02 Boletim #24

BOA NOTÍCIA


# Cursos de alfabetização para adultos

Quem não sabe ler e escrever muitas vezes sofre preconceito e exclusão social. Mas sempre é possível correr atrás desse direito de cidadania. Para incentivar o público da terceira idade a não perder isso de vista, o Núcleo de Estudos Escola da Terceira Idade (NEETI) da Universidade Fumec está oferecendo um curso gratuito de alfabetização e aprimoramento da leitura e escrita.

O curso, que começa na segunda quinzena deste mês, é voltado para pessoas com idade acima de 45 anos que nunca frequentaram a escola ou que querem melhorar a leitura e a escrita. As aulas acontecem às terças e quintas-feiras, de 14h às 17h, na Faculdade de Ciências Humanas – FUMEC, que fica localizada à rua Cobre, 200, no bairro Cruzeiro, em Belo Horizonte. As inscrições já estão abertas. Mais informações pelo telefone 31-32283103 (atendimento de 13h30 às 17h30, de segunda à sexta-feira, na FCH-FUMEC – NEETI – sala 119).

Há diversas outras organizações belo-horizontinas preocupadas com a promoção da inclusão social e do desenvolvimento pessoal do idoso. Anote a dica de três entidades que oferecem cursos gratuitos para a terceira idade:

GEDAM – Grupo de Educação Desenvolvimento e Apoio ao Menor
Rua Nicolina de Lima, 171. Bairro Jardim América (Vila Ventosa).
Telefone: (31) 3374-3955 – Eliane Monteiro (Coordenadora)
Oferece curso de alfabetização para a terceira idade.

Comupra – Conselho Comunitário Unidos pelo Ribeiro de Abreu
Rua Frei Luis de Ravena,110. Bairro Ribeiro de Abreu.
Telefone: (31) 3435-6754 – Alaíde Braga (Presidente)
Oferece curso de alfabetização de adultos e terceira idade.

CEALE – Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da UFMG
Av. Antônio Carlos, 6627. Bairro Pampulha
31270-901 - Belo Horizonte - MG
Telefones: 3499-5333 e 3499-6211
Promove a alfabetização e a escolarização inicial (da 1ª a 4ª série do ensino fundamental) de jovens e adultos.

# Os direitos do idoso

“O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condição de liberdade e dignidade” (Art. 2, das Disposições Preliminares, Estatuto do Idoso, 2003)

No Brasil, vivem hoje cerca de 15 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o que corresponde a cerca de 9% da população. Em função da queda das taxas de fecundidade e aumento das taxas de longevidade, estima-se que, nos próximos 20 anos, os idosos constituirão cerca de 13% da população nacional. A preocupação com a qualidade de vida, a integração social e a garantia dos direitos básicos a esta população levou organizações civis, instituições políticas e grupos sociais a reivindicar a aprovação do Estatudo do Idoso, sancionado em outubro de 2003, após sete anos de tramitação no Congresso Nacional.

O Estatuto garante direitos e estipula deveres para melhoria da qualidade de vida da população idosa no país. E, embora já existam polílicas de assistência e inclusão social do idoso, ainda há um longo caminho a ser percorrido no que diz respeito à implementação e garantia de manutenção destes direitos na vida cotidiana, seja no interior da família ou nos espaços públicos.

Para saber mais sobre os direitos da terceira idade e sobre os movimentos da cidade que lutam pela defesa de tais direitos, como o Conselho Municipal do Idoso, entre em contato com o Disque Idoso: 3277-4646.

Este Boletim Informativo é elaborado a partir de pesquisa e texto
realizados pelos jovens integrantes do Projeto Rede Jovem de Cidadania.
Responsável: Ana Carvalho (Associação Imagem Comunitária)

 

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