| Especial
Políticas Públicas de Juventude # 1
A
partir de hoje, a agência de notícias da Rede Jovem de
Cidadania vai publicar uma série especial sobre políticas
públicas de juventude.
A juventude tem sido um tema muito discutido no Brasil nos últimos
anos. Não é para menos. Os jovens representam, hoje, cerca
de 20% da nossa população, o que corresponde a aproximadamente
34 milhões de brasileiras e brasileiros com idade entre 15 e
24 anos. A chamada “onda jovem” que o país atravessa
tem incentivado o debate, mobilizando diferentes setores da sociedade
e o poder público.
Mas o tema não ficou tão badalado só por conta
desses fatos. Em parte, tanta atenção voltada para os
jovens tem origem na constatação das graves desigualdades
vividas por eles. São tantas as diferenças sociais, econômicas
e culturais existentes entre os jovens brasileiros, que há quem
prefira falar em juventudes, no plural.
Como resposta aos desafios que se colocam, a discussão sobre
políticas públicas de juventude vem ganhando força
no cenário nacional. Tais políticas são vistas
como um caminho democrático que pode contribuir para a melhoria
da situação de vida dos jovens. A sociedade tem o papel
de cobrar e de levar ao governo propostas de acordo com as necessidades
diagnosticadas. O governo, por sua vez, deve promover ações
que possam efetivamente atingir os problemas levantados.
Com essa série especial, a Rede Jovem de Cidadania pretende dar
visibilidade aos principais acontecimentos e debates em curso, para
contribuir com a mobilização da sociedade civil em torno
da questão da juventude.
Etapas
da vida e demandas por políticas públicas
Em qualquer lugar do mundo, as pessoas sempre atravessam, ao longo de
suas vidas, momentos que trazem necessidades e experiências específicas,
passando por etapas singulares da existência. Assim, percebemos
que crianças são diferentes de jovens, que jovens são
diferentes de adultos, que adultos são diferentes de idosos.
Naturalmente, os fatores que diferenciam a infância, a juventude,
a idade adulta e a velhice podem variar muito entre as sociedades, levando
em conta múltiplos aspectos biológicos, culturais e sócio-econômicos.
Devido a esta complexidade, não é possível engessar
padrões para estabelecer quem são os jovens, muito embora
existam elementos comuns compartilhados pelas pessoas no estágio
da juventude, como o ingresso no mundo do trabalho, a ampliação
de vínculos grupais e identitários, a “experimentação”
de escolhas na vida, entre outras características.
Entretanto, quando falamos de políticas públicas para
os diferentes segmentos populacionais, é necessário gerar
critérios objetivos que definam estas populações,
mesmo reconhecendo a limitação dos conceitos. Isto porque
o poder público, pelo menos em tese, deve direcionar sua ação
para um “alvo” determinado, de forma a racionalizar o uso
de recursos e a não sobrepor ações.
Em geral, a idade passa a ser a referência que estabelece quais
são as etapas da vida. A juventude, no Brasil, tem sido reconhecida
como a população com idade entre 15 e 24 anos, conforme
convenção da ONU e da UNESCO, mas a faixa etária
de 15 a 29 anos também é reconhecida com freqüência.
Desse modo, as políticas públicas de juventude normalmente
atingem uma parcela de cidadãos com idades que variam de 15 a
24 anos, eventualmente alargando esta faixa até 29 anos ou a
idades inferiores a 15 anos.
Áurea Carolina
Observatório da Juventude da UFMG,
Associação Imagem Comunitária e Coletivo Hip Hop
Chama
Responsáveis: Ana Carvalho (coordenação
da agência de notícias) e Áurea Carolina (coordenação
da série especial de políticas públicas de juventude)
(Associação Imagem Comunitária)

Caso
não queira mais receber este Boletim Informativo clique aqui.
| É autorizada livremente a circulação do conteúdo
deste Boletim Informativo em qualquer meio de comunicação, eletrônico
ou impresso, desde que citada a fonte. |
|