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jBelo Horizonte,
05 de maio de 2006 - Ano 03 Boletim # 23 |
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JUVENTUDE DE ATITUDE Odum Orixás: dança, consciência negra e compromisso Um grupo que se desafia a fazer arte, com o propósito de promover o desenvolvimento e a cidadania dos/as afro-descendentes na Grande BH. “As agruras, as vitórias e as utopias de nossos ancestrais tocam e retocam a nossa memória. Então dançamos.” Assim se define a Associação Cultural Odum Orixás, que orienta seu trabalho a partir de pesquisas e reflexões sobre as trajetórias do povo negro e as produções culturais de matriz africana no contexto de Minas Gerais. Nascido em 1975 – tempo de ditadura militar – como um balé folclórico de jovens negros, o grupo veio, desde então, expandindo sua atuação para além da coreografia e da dança, envolvendo também iniciativas de formação, geração de renda e mobilização comunitária. Contando, hoje, com 15 integrantes, na maioria jovens, o Odum Orixás converge suas ações no sentido de reconhecer, valorizar e dar visibilidade às expressões negras, tanto no campo simbólico quanto no político. Embora nem todos os integrantes sejam ao mesmo tempo educadores, artesãos ou agentes culturais, todos, sem exceção, são dançarinos e “algo mais”. Isso permite uma maior conexão entre a arte propriamente dita e as demais frentes de engajamento da entidade. Afora freqüentes apresentações em eventos, o grupo realiza oficinas de dança, de penteado afro, percussão e artesanato, sobretudo em escolas públicas, e ainda confecciona e comercializa produtos diversificados, como embalagens para presente, instrumentos de percussão e bonecas negras, numa proposta de economia solidária. Parte das vendas é revertida para o grupo, que, entretanto, ainda não alcançou a sustentabilidade financeira. Valéria Silva, de 26 anos, faz parte do Odum Orixás há dois anos e coordena uma oficina de penteado afro com jovens da Escola Estadual Maria Floripa Nascimento Alves, em Sabará (região metropolitana de BH). Entre uma trança e outra, a oficina é marcada por discussões relacionadas ao resgate e à valorização das manifestações culturais afro-brasileiras, principalmente na perspectiva da juventude. Para ela, é preciso fortalecer novas referências sociais, não discriminatórias, que respeitem a diversidade. Falar de auto-estima não deve ser um chavão, lugar comum, mas uma prática efetiva que contribua para que a população negra se reconheça positivamente. Nesse aspecto, Valéria destaca que a implantação da lei 10.639 / 2003 – que incluiu no currículo oficial de ensino fundamental e médio a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira” –, representa um importante avanço, na medida em que provoca o debate sobre relações raciais na escola e confere um novo olhar à participação do povo negro na construção do País. Atualmente, a Associação Cultural Odum Orixás está preparando um novo espetáculo, que deve estrear em breve. O grupo ensaia três vezes por semana, num espaço cedido por um parceiro, no centro de Belo Horizonte. Também acontecem reuniões mensais de planejamento coletivo. Contato: (31) 3455-1727 / 9925-7708 | maduxas@yahoo.com.br
VAI ROLAR Yvitu... Neste fim de semana acontece o show da banda Yvitu..., com o lançamento do videoclipe “Sob-Pressão”. Com influências do rapcore e letras que falam de comportamento e situações do dia-a-dia, Yvitu... procura criar um som próprio, sem se preocupar com rótulos ou estilos definidos. A banda existe há seis anos e mantém o trio de formação original. Os integrantes são jovens que moram na região nordeste de Belo Horizonte e também atuam no movimento Faverock. Serviço
Arte do Morro A comunidade do conjunto Taquaril se prepara para mais uma edição do evento Arte do Morro. No dia 13 de maio, serão realizadas apresentações com o dançarino afro Evandro Nunes e os grupos de rap Base Leste, DejaVu e Apologia X. O evento é organizado pela Aliança Cultural Taquaril e tem o objetivo de incentivar e difundir trabalhos de artistas independentes da periferia. Serviço
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Responsáveis por esta edição: Áurea Carolina (redação), Warley Bombi (design e editoração) e Rafaela Lima (coordenação e edição).
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