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Belo Horizonte, 09 de junho de 2006 -
Ano 03 Boletim # 28 |
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JUVENTUDE DE ATITUDE Machismo
não é estilo de vida! O Coletivo Hip Hop Chama, organização político-cultural autônoma formada por jovens ativistas da Grande BH, promove no dia 12 de junho, às 19h, no Teatro Francisco Nunes, o debate “Machismo não é estilo de vida”. A proposta do evento é problematizar os preconceitos e as discriminações que perpassam as relações entre mulheres e homens, com foco na cultura Hip Hop. Participarão os debatedores DJ Fábio ACM, produtor musical e coordenador da Rede Jovens Brasil - Direitos Sexuais Direitos Reprodutivos, do Rio de Janeiro; Marlise Matos, professora de Ciência Política da UFMG e conselheira estadual da mulher em Minas Gerais; e Vanessa Beco, integrante do grupo de rap Negras Ativas e do Coletivo Hip Hop Chama. Contando com o apoio financeiro do programa GRAL - Gênero, Reprodução, Ação e Liderança, da Fundação Carlos Chagas, a iniciativa faz parte do projeto “Hip Hop Chama pro Debate”, um circuito de atividades voltadas à discussão de temas do cotidiano da juventude de periferia, como relações de gênero, sexualidade, redução de danos, democracia, participação, cidadania, políticas públicas, dentre outros. O circuito envolve oficinas, encontros abertos ao público, intervenções comunitárias e uma campanha educativa. Reflexão e mudança de postura Após vivenciar um intenso processo de formação no primeiro trimestre de 2006, os/as integrantes do Coletivo Hip Hop Chama agora buscam difundir o que acumularam, principalmente entre os/as jovens ligados/as ao movimento Hip Hop local. “Internamente, temos conseguido avançar bastante no nosso entendimento sobre as três temáticas centrais do projeto - gênero, sexualidade e redução de danos. O pessoal do Coletivo, hoje, tem procurado cada vez mais se posicionar contra o machismo e a homofobia, por exemplo. Ampliando nossas ações para a cidade, esperamos aprofundar nas reflexões e provocar mudanças de postura”, afirma Vanessa Beco. A metodologia adotada no projeto se fundamenta numa perspectiva de construção conjunta de conhecimento, ou seja, são desenvolvidos espaços de diálogo e interação para incentivar a participação dos/as jovens em dinâmicas de compartilhamento, reflexão e análise de informações. Vanessa destaca que o processo tem sido desafiador, marcado por conflitos, embates e polêmicas. As dificuldades, no entanto, são encaradas como necessárias e construtivas para o amadurecimento de todos/as. Uma das preocupações do grupo é fazer com que as idéias se traduzam em atitudes comprometidas, como avalia Negro F, membro do Coletivo: “Não é fácil destruir preconceitos. Uma questão que hoje se torna primordial para mim é fazer com que a teoria e a prática caminhem juntas, no meu dia-a-dia.” Para o debate de segunda-feira, Vanessa sinaliza que a expectativa é contribuir para que as questões de gênero tenham maior destaque entre a juventude, de maneira a sensibilizar o maior número possível de jovens para se engajar no combate ao sexismo, à precarização do trabalho, ao racismo, à violência doméstica e a outras formas de opressão que atingem gravemente as mulheres na sociedade. Lauana Chantal, do Coletivo Hip Hop Chama, complementa: “a luta pela emancipação das mulheres não deve ser só pelo movimento feminista. A sociedade inteira deve exigir justiça e igualdade para todos e todas.” As próximas etapas do projeto serão a realização de debates sobre os temas de sexualidade e redução de danos, bem como a divulgação de uma campanha educativa, que terá adesivos e folders para distribuição em escolas, espaços culturais e eventos de Hip Hop, além de vinhetas para veiculação em rádios comunitárias.
Serviço
- debate “Machismo não é estilo de vida!”
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Responsáveis por esta edição: Áurea Carolina (redação), Warley Bombi (design e editoração) e Rafaela Lima (coordenação e edição).
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