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Belo Horizonte, 03 de julho de 2006 -
Ano 03 Boletim # 31 |
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ESPECIAL ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21 Aldeia em festa Namastê:
apesar da derrota na Copa, não faltou animação
cultural Batida
ecoa pela cidade Saúde
para todos Música
e atuação comunitária
Olha só quem está na Aldeia! Marlene
Silva: promovendo a cultura afro-brasileira pelo mundo O percurso de Marlene passa por diversas instituições de ensino, como escolas e universidades, no Brasil e em outros países. Ela conta que viveu uma certa discriminação no espaço acadêmico, mas avalia, animada, que tem percebido, nos últimos anos, uma sensível queda no preconceito. Sua atuação envolve também o teatro e o cinema, participando de filmes de destaque como “Xica da Silva” de Cacá Diegues (palma de Ouro em Cannes – 1979), no qual atuou como coreógrafa. A artista completou 70 anos no último dia 27 e esbanja disposição. “Nós temos que discutir e colocar em prática uma faculdade que reúna teatro, dança e percussão. Existem várias academias que trabalham com a dança afro, mas esquecem que a dança tem técnica. É necessário profissionais especializados”. Por fim, Marlene faz um balanço da luta e suas conquistas: “quando voltei para BH, em 1973, era lamentável a discriminação. A dança afro não era valorizada naquele tempo, e é aos poucos que a situação está mudando. É preciso muita luta para conquistarmos o reconhecimento que merecemos”. Mamour
Ba: Cultura com pureza de verdade Em entrevista ao “Encontre-se”, Mamour assinalou que Minas ainda precisa avançar muito no desenvolvimento de políticas de valorização da cultura africana e afro-descendente. Ele aponta que, entre as possíveis frentes de atuação, estão a formação de um corpo de dança profissional e de um coral de nível internacional, e ainda a ampla divulgação do trabalho de bandas de qualidade. Ele ressalta ser crucial a implementação de ações capazes de fortalecer os grupos voltados à pesquisa e transmissão, “com pureza de verdade”, dos elementos da cultura afro-brasileira. O artista destacou ainda que é no cotidiano que todos desempenham o importante papel de valorização da cultura. Afinal, para Mamour, “a maior herança que um pai pode deixar para seu filho é a sua raiz e a sua cultura”.
Aldeia destaca Mestre
Orlando no Centro Cultural UFMG Mestre Orlando foi um pedreiro que gostava de fazer entalhes na madeira. Nos anos 70, ele levava suas esculturas para a feira hippie da Praça da Liberdade. Mas já no final da década ele foi descoberto e incentivado por outros artistas mineiros, e saiu do anonimato. Em 1977, foi premiado no concurso nacional do Museu de Arte Moderna da Pampulha. Orlando montou um ateliê em sua casa, para ensinar sua arte a meninos moradores de rua, como retribuição aos mineiros que o projetaram em sua carreira. Desenvolveu esse trabalho por mais de dez anos em diversos bairros de Belo Horizonte. Sua proposta era, por meio da arte, oferecer esperança e perspectivas de desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida aos jovens. Falecido em 2003, o Mestre deixou 12 filhos, e vários deles dão continuidade ao seu trabalho. É o caso de Allan, que, como o pai, esculpe em pedra sabão, madeira e bloco sical. Allan defende a importância da inserção social de jovens pela via da arte, abrindo perspectivas para eles perceberem-se cidadãos. Samba,
Afoxé e Maracatu O bloco tem sete anos de vida e faz uma fusão de ritmos (samba e afoxé), tendo sua base no maracatu. Para quem quiser conhecer mais e participar das atividades, o bloco promove aulas a partir de R$ 5,00, no Espaço Gonguê, situado na rua Patrocínio, 189 – Carlos Prates. Contatos: Lênis ou Alcione - (31) 9735-9627
Agenda > PARQUES DE BH – Oficinas gratuitas: dança, percussão, estética afro e outras. De terça (04/07) a sexta (07/07), de 09h às 11h, e 14h às 16h. > ESPAÇO ALDEIA KILOMBO (Praça da Estação, 50) – Terça, 04/07, 18h – Roda de Conversa: “Congado, Reinado ou Irmandade? – Como reverenciar essa manifestação em Minas”, com integrantes das irmandades N. Sra. do Rosário Jatobá, N. Sra. do Rosário 13 de Maio e N. Sra. do Rosário dos Ciriaco, Candombe Serra do Cipó, Comunidade dos Arturos.
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Responsáveis por esta edição: Warley Musquito e Ediane Filgueiras (reportagem e redação), Carem Abreu (coordenação de comunicação do Aldeia Kilombo Século 21), Warley Bombi (design) e Rafaela Lima (coordenação e edição).
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