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ESPECIAL
ALDEIA KILOMBO SÉCULO 21
Lançamento
de revista marca abertura da Aldeia
Abertura oficial
A abertura oficial contou com a presença e performances dos mestres
de dança Marlene Silva, Mamour Ba, Charuto, Aroldo Alves, Evandro
Passos, Kely Cardoso (representando Carlos Afro) e João Angoleiro.
“É o momento das forças e entidades que promovem
a cultura afro-descendente se encontrarem” disse Ronaldo Maia,
integrante da equipe de produção da Aldeia. Logo após,
houve o lançamento da revista “Angoleiro é que Eu
Sou” e, em seguida, apresentações culturais da Companhia
Baobá de Arte Africana e Brasileira e Afro-Brasileira. O encerramento
foi ao som de Donas da Voz.
Lançamento:
Revista Angoleiro é que Eu Sou
A publicação da ACESA – Associação
de Capoeira Angola Eu Sou Angoleiro apresenta a trajetória de
Mestre João Angoleiro, o envolvimento dele na capoeira angola
e como se projetou na capital. Mestre João começou a treinar
em 1973 e só ingressou para a capoeira angola em 82 com mestre
Rogério, um dos precursores dessa arte. Em 85, João buscou
em Salvador a nata da capoeiragem, treinou até 87 com o mestre
Moraes, tendo liberdade para visitar outros capoeiristas da velha guarda
como Curió, João Grande e João Pequeno.
No
próximo dia 27 a ACESA completará 13 anos de atuação
sócio-cultural por meio da capoeira angola e dança afro-brasileira.
Durante o lançamento da revista, o senegalês Mamour Ba
focou a importância da cultura negra na educação,
lembrando que “não há muitos profissionais especializados
na área. O tempo não volta e parece que brincamos com
nossa cultura”. Falou sobre seu carinho com a capital mineira,
relembrando que quando foi convidado para lecionar numa faculdade na
Bahia não aceitou, dizendo “meu coração está
em BH”.
Aldeia
destaca
Frases do dia
“Somos responsáveis pela construção do país
e temos que ser valorizados”.
Marlene Silva
“Eu
sou só uma semente nesse processo todo”.
Mestre Primo
“Os
negros têm que ser unidos”.
Charuto
“Um
salve a todas as comunidades de matriz africana do Brasil e do mundo”.
Ronaldo Maia
“Nós
estamos repetindo a mesma coisa: pegando vísceras da Casa Grande
e transformando essas vísceras numa grande feijoada. Todo
mundo come, enche a barriga, dança e canta. Mas nós temos
que mudar isso”.
Mestre Índio
Importância
do Festival de Arte Negra
A educadora Valéria Silva, da Associação Cultural
Odum Orixás, lembra das dificuldades para a realização
do evento. “Esse espaço foi aberto com muita briga. O que
está acontecendo já é um grande passo dado em prol
do movimento negro”. Segundo a educadora, o FAN vai além
dos dias da realização do evento porque “todos nós
temos potencial para desenvolver mais dentro da nossa cultura”.
Ronaldo Maia completa que “a cultura africana está trazendo
para nós códigos de educação diferentes
daqueles que aprendemos na escola”.
Fundação
Municipal de Cultura e políticas públicas
O representante da Fundação Municipal de Cultura, José
Liboreiro, esteve presente no terceiro dia do evento e espera que “os
resultados do movimento e a participação no FAN possam
trazer elementos necessários para a condução de
um programa de políticas públicas de cultura para a arte
negra”. Ele ainda ressaltou o apoio e a disposição
da Fundação em ajudar no que for necessário e sua
expectativa “de que os festivais possam ser políticas permanentes
do poder público municipal, não somente um evento que
acontece a cada dois anos”.
Agenda
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NOS PARQUES DE BH – Oficinas gratuitas: dança
afro, capoeira angola, percussão, meio ambiente, estética
afro e outras. Até sexta (7/07), de 09h às 11h, e 14h
às 16h.
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ESPAÇO ALDEIA KILOMBO (Praça da Estação,
nº 50) – Quarta, 05/07, 18h – Roda de Conversa: Religiões
de Matriz Africana – “Do Mito à Realidade”,
com integrantes da BASIKI Bantu KASANJE e Bakis Bantu Kasanje de Mateus
Leme, Manzo Ngunzu e llê Wopo Olojukam de BH, llê Ache Moinho
Velho de Governador Valadares, Manzo Panvo Kiamazi de Sabará
e COMACON.
VISITE
NOSSO SITE: www.aic.org.br
Esta agência de notícias
faz parte
da Rede Jovem de Cidadania,
rede de comunicação comunitária integrada por jovens
de todas as regiões de Belo Horizonte.
Responsáveis
por esta edição: Warley Musquito e Ediane Filgueiras (reportagem
e redação), Luan Gomide (assessoria de comunicação
Aldeia Kilombo Século 21), Júnia Bertolino (colaboração),
Warley Bombi (design) e Rafaela Lima (coordenação e edição).

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