Com a chegada do ano 2000, a AIC percebeu que já havia desenvolvido, ao longo de sua trajetória, dezenas de experiências de comunicação comunitária e educação midiática, em todas as regiões da capital mineira. Foi no intenso contato com os jovens e no diálogo com os movimentos culturais e comunitários que surgiu a idéia de instaurar uma grande rede, que agregasse iniciativas de expressão e informação juvenis. Assim foi criada a Rede Jovem de Cidadania, para integrar e dar visibilidade a ações empreendidas pela e para a juventude de BH, e também promover um intenso processo de educação e formação midática. A Rede Jovem foi aprovada na seleção pública de projetos do programa Petrobras Social Geração da Paz, em 2001, e desde então começou a ser planejada.

No primeiro ano de realização, em 2003, o projeto envolveu 54 adolescentes e jovens que, como correspondentes em suas regiões, produziam programas de TV semanais de 15 minutos (exibidos na TV Horizonte), programas de rádio ao vivo, com meia hora de duração (veiculados na rádio Favela FM), jornais impressos (Tá na Rede!) para distribuição nas escolas públicas e boletins da Agência de Notícias RJC.

Reconhecimento

A participação comunitária proporcionada pela Rede Jovem de Cidadania começa a ser reconhecida já em seu primeiro ano de atividade.

Em 2003, o projeto recebeu menção honrosa no Prêmio Internacional Betinho de Comunicações 2003, promovido pela Associação para o Progresso das Comunicações, que reúne instituições de 29 países.

A Rede Jovem também foi reconhecida como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil e Unesco.

Por fim, foi selecionada como uma das melhores práticas de inclusão juvenil da América Latina, em pesquisa internacional que, no Brasil, ficou a cargo da ONG Ação Educativa.

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